Ritmos Brasileiros: as diferentes vertentes para cada um


Maracatu, afoxé, samba e baião
foram os principais ritmos
brasileiros trabalhados
Maracatu, afoxé, samba, baião. Estes foram os ritmos brasileiros mais trabalhados durante o curso ministrado por Ari Colares, percussionista e professor da Universidade de São Paulo, especializado em percussão brasileira. Ele mostrou as diferentes vertentes para cada ritmo, apresentando como cada um é tocado na música popular, na música de consumo, chamada MPB, e em contextos tradicionais. O afoxé, por exemplo, foi mostrado como ele acontece no candomblé, nos afoxés na rua, como manifestação de Carnaval e como ele é tocado na música popular. O mesmo foi feito com o samba: foi tocado samba do candomblé, samba de roda e samba urbano, mostrando também diferentes vertentes deste ritmo.

Segundo Colares, os educadores musicais precisam manter contato e desvendar as linguagens da música tradicional brasileira. “O objetivo do meu trabalho é ajudar os professores a entrar no universo da música tradicional. Em geral a formação musical deles é voltada para a música erudita e focam mais nesta área”, explicou. Ele afirmou que é crescente o número de professores que estão buscando a música brasileira para adaptar a metodologia com a qual trabalham – não substituindo a música erudita culta, mas contemplando também as linguagens brasileiras.


O percussionista Ari Colares ajudou a
desvendar as linguagens da
música tradicional brasileira

Professor quer aplicar conhecimento


Maracatu de baque virado, um dos
ritmos que os alunos mais gostaram

A opinião foi unânime: a forma de trabalhar todo esse conhecimento é aplicável porque não exige um grande instrumental, nem sofisticados aparatos – é possível usar o recurso só da voz, pedacinhos de papel para abafar o som, uma dança simples e até mesmo um movimento individual, criado na hora.

Segundo Mayumi Takai, professora de instrumentos do Colégio Santo Américo, o Brasil está começando a incorporar a ideologia de Orff na sua cultura, trabalhando com os ritmos e as danças brasileiras. Ela também faz parte da ABRAORFF, como tesoureira. “Foi uma semente que plantamos e o nosso objetivo é envolver mais e mais professores nesse processo, de todas as cidades do Brasil”, finalizou.